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terça-feira, 11 de dezembro de 2012

Ciclo de Vida do Investidor: Gestão e Análise no Novo Cenário Econômico


 Como a vida, a economia passa por ciclos. No Brasil, com a redução da taxa de juros, muitos investidores estão desconfortáveis com a evolução dos seus rendimentos em renda fixa (CDBs, Poupança, Fundos). Assim, torna-se necessária uma mudança de hábitos de aplicação, diversificando as formas de investimentos. Este ciclo positivo para o Brasil, vem acompanhado do crescimento da renda da população, que está demandando mais produtos e serviços. Imóveis, automóveis, shoppings e restaurantes estão com demanda aquecida e as empresas com foco no mercado interno têm se destacado e crescendo.

Com o objetivo de debater estes pontos, a Geral Investimentos reuniu seu time de gestores, economistas e analistas na palestra "Ciclo de Vida do Investidor: Gestão e Análise no Novo Cenário Econômico" na última terça-feira (04/12) no Amcham Business Center, em Porto Alegre. Os palestrantes foram Alessandro Barreto, Gestor de Carteiras, Denilson Alencastro, economista chefe da corretora e Carlos Muller, analista CNPI.


Clique aqui e confira as fotos do evento na Amcham.


Veja abaixo o material apresentado na palestra:

sexta-feira, 9 de março de 2012

Desmistificando sua vida financeira

Sabemos que mulheres e homens lidam com suas finanças de maneiras distintas. Inclusive há diversos estudos que justificam esta diferença como um fator biológico. No entanto, existem outros fatores que afetam a forma com a qual tomamos nossas decisões. A boa notícia em relação a isso, é que estas diferenças podem ser conscientemente mudadas.

No livro “Valor Feminino”, a psicóloga Andréa Villas Boas destaca a diferença entre os gêneros, porém desmistifica “idéias prontas”, que achamos “naturais”, enquanto na verdade, não são. Para a autora, são justamente estas características que influenciam os diferentes hábitos de consumo entre homens e mulheres. Comentamos abaixo, alguns destes mitos citados no livro
da psicóloga.

#1 De berço

Especialistas e pesquisas afirmam que mulheres são mais cautelosas na hora de investir. Às vezes, tamanho cuidado pode ser ruim, evitando que o sexo feminino estude e saiba mais sobre outras opções de investimentos, como a renda variável. Nós mulheres representamos apenas 25% dos investidores em renda variável diariamente. 

Em suas entrevistas, Andréa constatou que: 62,1% mulheres colocam seu dinheiro na caderneta de poupança, 28,8% investem em ações diretamente e 22,4% em fundos de ações, contra 43,8%, 45% e 35% dos homens, respectivamente. 

Em geral, todos os brasileiros possuem um perfil mais conservador, que se confirma graças à falta de informação. Outra questão cultural explica a diferença entre os gêneros na hora de investir: mulheres são criadas ouvindo elogios como “prudente” e “cautelosa”, já os homens, são mais incentivados a correrem atrás do que querem desde crianças. “Com anos de experiência em arriscar, ganhar e perder, homens investem com mais ousadia. O ímpeto masculino, desde sempre alimentado, não se sacia pela mera manutenção do patrimônio – eles põem o arrojo a serviço da multiplicação de sua riqueza”, diz a autora no livro. 

Porém, vale destacar que hoje, tendo cada vez mais destaque e espaço no mercado, o número de mulheres na Bolsa aumentou. Desde 2002, elevamos em 800% nossa participação nos pregões. 

#2 Mulheres se mantêm, homens provêm

Os homens dizem: “se as mulheres ficarem em casa, dependentes, ficarão presas à relação”. Já as mulheres afirmam: “se formos muito independentes, ficaremos solteironas, melhor ficar em casa e ter uma família.” Ao menos era assim que se pensava. Um erro partilhado!

Esse tipo de pensamento é prejudicial a todos: homens sentem-se pressionados e mulheres, frustradas. Mas ainda bem que os tempos mudaram (e continuam mudando), não é mesmo? Hoje em dia, está cada vez menor os casos de mulheres que dependem dos maridos.

Apesar de ainda nos depararmos com frases do tipo “mulheres devem arranjar
um marido rico”, ou “um bom homem deve ser capaz de sustentar toda a família”, 65% das mulheres participam do orçamento doméstico e 50% dos homens também se dedicam aos afazeres da casa e cuidam da família.

#3 Dinheiro é sujo

Historicamente, as mulheres eram preparadas para cuidar da família, administrar a casa e, no máximo, seguir uma carreira tipicamente feminina. É fato que essa mentalidade foi mudando com o tempo, mas ainda esbarramos em fatos que confirmam que esse pensamento ainda existe.

Mesmo trabalhando fora em tempo integral, ocupando cargos tipicamente masculinos e chegando até por vezes, a ser a provedora da casa, as mulheres ainda se sentem culpadas por deixar o filho na creche ou na escola o dia inteiro. “A culpa é vista, nas pequenas atitudes, como a mãe que sempre compra presentinhos para os filhos como forma de compensar sua ausência. Mas isso é mais uma tabu para a mãe do que para a criança”, diz Andréa.

Quando questionados sobre o que deveriam ter feito (ou deixado de fazer) no passado para serem ricos, os homens simplesmente responderam no ato. Ao passo que muitas mulheres, titubearam e responderam que, para isso, deveriam ter se corrompido ou se afastado da família. Já os homens, em nenhum momento, vincularam ter dinheiro a ter menos valores ou deixar de fazer o que lhes dá prazer. O que acontece atualmente, é que as mulheres estão conseguindo, até mesmo com o apoio de seus maridos, o equilíbrio necessário para serem bem
sucedidas. 

 #4 Subjetividade x Objetividade

A maioria das mulheres tendem a agir com mais afeto e menos objetividade, por medo de parecerem duronas demais. Diferentemente dos homens - que tentam unir as duas características, privilegiando a objetividade -, as mulheres enxergam essas duas atitudes como opostas: ou se é objetiva, ou você se importa com as pessoas. 

No ambiente profissional, nota-se que as mulheres, inclusive, abrem mão de promoções em prol de uma colega que necessite mais. Outro fato intrigante é que as mulheres tem receio de pedir aumentos e ir direto ao ponto, optando, inconscientemente, por reclamar pelos cantos. “A mulher valoriza mais o sucesso do que o salário” diz, Andrea. 

Não há uma maneira certaou errada de lidar com isso, mas o ideal, como em tudo na vida, é alcançarmos o equilíbrio, dosando corretamente objetividade e subjetividade.

Fonte: Exame

sexta-feira, 8 de julho de 2011

Razão x Emoção: conflito na hora de investir?

Na hora de investir, o ser humano, em geral, age de acordo com seus princípios mais racionais possíveis: estuda variáveis, faz projeções, consulta amigos e a opinião do gerente para tomar uma decisão. Nada mais lógico do que seguir esta ordem, porém, falta um pequeno detalhe: somos suscetíveis à emoção.
A Psicanalista e Psicóloga Econômica, Vera Rita de Mello Ferreira, autora do livro A Cabeça do Investidor, vem estudando há 17 anos, de que forma a mente humana interfere nas atitudes quando o assunto é dinheiro. Ela salienta que a emoção e a razão andam sempre juntas, mas não necessariamente em equilíbrio.
As emoções sempre afetam todas as decisões, sobre qualquer assunto. É um sistema primitivo de avaliação de dados, usado para resolver questões em curto prazo. Justamente neste ponto é que começa o problema com o mercado financeiro. Para investir, você deve pensar no longo prazo, o que é difícil de colocar em prática com base nas emoções.  Alguns investidores chegam até a desenvolver uma relação emocional com suas ações, amando ou odiando determinado papel.
Em virtude desta emoção, é comum acontecerem certos tombos. Levadas por impulsos, as pessoas tendem a "vender em baixa", dizer que "nunca mais irão aplicar seu dinheiro desta forma". Ai então, o papel voltar a subir, e a euforia e a “paixão” os levam a comprar as mesmas ações, agora em alta. Uma atitude completamente irracional e recheada de sentimentos e impulsos.
Para evitar que as emoções não atrapalhem na hora de investir, a especialista destaca a contratação de um gestor, que sempre irá colocar um anteparo e fazer um contraponto, sobre determinada atitude do seu cliente. Outra dica dada por Vera, é separar um pequeno montante, que não faça falta em caso de perda, e investir o valor da maneira que a cabeça (e também o “coração”) mandar. Vale também conversar com pessoas experientes e de confiança - pelo fato do dinheiro não lhes pertencer, há um maior distanciamento, tornando o conselho ainda mais útil. O difícil é segurar o impulso nas horas tensas, quando os papéis estão caindo ou subindo muito, ou mesmo após qualquer desentendimento pessoal. 
O livro ainda aponta os principais erros cometidos pelos investidores: não identificar os erros cometidos anteriormente, dificuldade em saber dosar as noticias que servirão de base para tomada de decisões, e acreditar em propostas ilusórias, que prometem dinheiro rápido e fácil.
A autora ainda sinaliza a diferença entre homens e mulheres na hora de investir. Nós mulheres, entramos no universo financeiro recentemente e, por este motivo, ainda temos mais inseguranças e dúvidas do que o sexo oposto. Consequentemente, agimos com mais cautela e buscamos uma variedade de informações. Como já dissemos aqui no blog, vários estudos já demonstraram que, no longo prazo, as mulheres têm retorno maior em seus investimentos do que os homens.

sexta-feira, 27 de maio de 2011

Brasileiros mais confiantes para investir no futuro

  Levantamento realizado pela Ipsos, a pedido da ACSP (Associação Comercial de São Paulo), revela que em abril 45% dos brasileiros se sentiam um pouco ou muito mais confiantes em sua capacidade de investir no futuro (o que inclui a capacidade de poupar para se aposentar ou pagar os estudos dos filhos) do que estavam há seis meses.  Considerando os segmentos da população, a confiança maior ou muito maior dos entrevistados das classes AB foi de 50%, mesmo percentual verificado entre os entrevistados da classe C. Dos pesquisados das classes D e E, 39% afirmaram estar muito e um pouco mais confiantes na capacidade de investir do que há seis meses.

  Há ainda aqueles que acreditam que sua capacidade de investimento é a mesma de seis meses atrás. Essa opinião atingiu 29% da classe DE, 25% dos pesquisados da classe C e 32% da classe AB.

Regiões do País 
  Comparando as regiões do País, os entrevistados do Norte/Centro-Oeste foram os que se mostraram mais confiantes para investir no futuro em abril, na comparação com seis meses atrás. Essa percepção atingiu 54% dos brasileiros da região.Em seguida, na região Nordeste, 51% dos entrevistados se sentiram um pouco ou muito mais confiantes. Na região Sudeste e Sul, 42% dos entrevistados disseram estar um pouco ou muito mais confiantes em investir.

  Por outro lado, 37% dos entrevistados do Sul sentiram que sua capacidade de investimento era a mesma de seis meses atrás, contra 27% no Nordeste e no Sudeste. No Norte/Centro-Oeste, 26% dos entrevistados deram esta resposta.

Menos confiantes 
  De maneira geral, 23% dos entrevistados se disseram um pouco ou muito menos confiantes para investir no futuro. Dos entrevistados das classes D e E, 26% tiveram essa opinião em abril, ao passo que nas classes C e AB o percentual foi de 8% e 4%, respectivamente.Quanto às regiões, no Sudeste, 28% das pessoas estavam menos confiantes do que há seis meses com o quesito investimento futuro, seguidas pelos consumidores das regiões Nordeste (24%), Sul (21%) e Norte/Centro-Oeste (20%).

Fonte: Cidade Marketing / InfoMoney

terça-feira, 24 de maio de 2011

Corretora de Valores: Qual serviço devo escolher?

  Parte das ferramentas hoje oferecidas pelas corretoras foi desenvolvida com o avanço da internet. E quase não existem limites para a continuidade desse processo. Segundo a CVM (Comissão de Valores Mobiliários), não há regras que obriguem as corretoras a prestar determinados serviços. As práticas de mercado, porém, fizeram alguns se tornarem comuns, como o próprio home brocker, os relatórios e as diversas ferramentas de analise. E tudo ao gosto do cliente!

  Tanta opção pode deixar muitos investidores confusos e perdidos. Existem corretoras que oferecem preço e as que oferecem serviços. E o investidor deve ir atrás do que é interessante para ele.
 
  Entender o que está sendo oferecido é fundamental para determinar a importância de um serviço.  O resultado da falta de atenção é a contratação de produtos atraentes, mas que talvez sejam pouco funcionais para determinado investidor, assim como, muitos investidores deixam a qualidade de um serviço sem saber da importância para o crescimento dos seus investimentos.

  Aproveitar melhor as ferramentas que a corretora oferece não é necessariamente colocar todas elas no pacote. É preciso escolher, e, para isso, o investidor tem de ter referencias.

  Munir-se de informações sobre o mercado é apenas um complemento na hora da escolha. Qualquer processo sólido de investimento começa com a identificação das metas do investidor. E nesse ponto, até as corretoras aconselham o investidor a entender quais são suas necessidades e identificar seu perfil.

  Veja quais os itens que ajudam investidores de acordo com suas necessidades:

Relatórios: São os mais diversos e recomendados para todo e qualquer tipo de investidor. Por meio deles dá para traçar estratégias e diversificar a carteira.
Carteiras Recomendadas: Os especialistas aconselham mais atenção a elas, pois podem ajudar tanto os mais arrojados quanto os mais inexperientes.
Analise Gráfica: Nem todos gostam, mais visa ajudar os traders a aproveitar oportunidades de curto prazo.
Analise Fundamentalista: Fornece aos investidores de longo prazo informações que lhe ajudam a definir a compra e venda de um ativo.
 Home Broker: A maioria das corretoras oferece para facilitar a realização de operações. Suas funcionalidades variam dependendo da corretora. É essencial para os traders.
Chats, Fóruns e Palestras: Abuse da parte de atendimento e orientação educacional da sua corretora para sanar duvidas e ganhar segurança para efetuar as operações.


Fonte: Revista INVISTA (Ano 05, NO. 32 – MAI/JUN 2011)

sexta-feira, 20 de maio de 2011

Elas conseguem mais rentabilidade do que eles


  Esqueça a imagem da mulher que pega o dinheiro que sobra a cada mês na carteira e coloca na tradicional e conservadora poupança. Algumas delas tem deixado essa realidade para trás, como uma historia a ser contada para gerações futuras, e tem se arriscado no mundo dos investimentos, em especial no mercado acionário.

  Hoje, as mulheres já são mais de 148 mil no mercado de ações, um universo ainda dominado pelos companheiros do sexo masculino. Apesar de elas ainda serem minoria, há fôlego para que logo haja um equilíbrio, segundo a gerente de programas de popularização da BM&FBovespa, Patricia Quadros.

  Para ela, o mercado de ações ainda é mal interpretado e algumas pessoas ainda não se deram conta do quanto ele pode ser rentável. “Vivemos em um pais que, quando sobra dinheiro no final do mês, o primeiro lugar em que a pessoa pensa em guardá-lo é na poupança. Queremos mudar essa cultura e estamos conseguindo. As pessoas começam agora a se familiarizar com o mercado de ações e o numero de investidores cresce constantemente, principalmente entre as mulheres.

  Para se ter idéia, o numero de investidoras cresceu 900% de 2002 até agora, enquanto o numero de investidores homens aumentou 480%. “Estudos comprovam que, quando olhamos as aplicações de longo prazo no mercado de ações, as mulheres tem resultados melhores que os obtidos pelos homens. Isso acontece porque elas são mais focadas em seus objetivos estabelecidos antes de alocarem seus recursos na bolsa de valores”, afirma Vera Rita, doutora em psicologia econômica.

  Contudo, não é somente como investidoras que as mulheres começam a dominar o mercado de capitais. Elas estão, cada vez mais, conquistando cargos de destaque no mundo dos investimentos, tanto que, atualmente, já há mulheres nas mesas de operação, nos cargos de economista-chefe e chefe de departamento de research e até na presidência de corretoras.

  “O que mais me chama atenção é que elas, antes de investir, buscam informação. Elas querem entender o que estão fazendo. Buscam, cursos, lêem livros e noticias e só investem quando formam o conhecimento necessário para saberem exatamente onde estão entrando. E quando colocam na cabeça que querem se tornar investidoras, nada as segura”, afirma Patrícia Quadros.

  Uma pesquisa realizada pelo centro de estudos sobre o publico feminino Sophia Mind, que mostra que 54% das mulheres se consideram conservadoras na hora de escolher seus investimentos, e apenas 4% se dizem arrojadas. Mas isso muda conforme a idade. Mulheres investem de olho na formação de patrimônio e elas sabem que isso leva tempo, por isso focam no longo prazo. Homens são mais imediatistas.


Fonte: Revista Invista (ANO 05, NO. 32 – MAI/JUN 2011)

terça-feira, 10 de maio de 2011

A Classe Média em Ação

 
  A idéia que a Bolsa é um clube fechado, formado por homens sisudos, é cada vez mais ultrapassada e está com seus dias contados. Suas portas vêm se abrindo para jovens, mulheres e pessoas de classe média, tipicamente assalariadas, que tratam ações como um investimento de longo prazo, capaz de lhes propiciar maior rentabilidade. É o que revela – sistematizando o que os olhos dos observadores já detectavam – a “Pesquisa do Perfil do Investidor em Ações”, realizada pela consultoria Plano CDE para a BM&FBOVESPA. Seus resultados podem ser um sinal, ainda que indireto, das mudanças que acontecem na sociedade brasileira, mas indicam, diretamente, que “o projeto de popularização parece ter decolado”, como diz Haroldo Torres, o coordenador do trabalho.

  A Bolsa não só vem mantendo sua clientela tradicional como avança pelos demais segmentos sociais, incluindo “os mais ousados da classe C”. E vê que a grande maioria dos entrevistados (86%) concorda com a afirmação de que “pessoas de classe média tem condições de comprar ações”.

  Na classe A, o investidor é profissional liberal, sócio de empresas, aposentado ou pensionista (58% dos casos). Na classe B – esse é o novo investidor – tipicamente um profissional com carteira assinada (60%).

  Refletindo o “primeiro movimento de popularização do mercado, é possível que esse perfil também possa vir a demandar produtos e serviços diferenciados nos próximos anos”, de acordo com os responsáveis pela pesquisa. “Trata-se de um novo cliente a ser cultivado e valorizado, como um multiplicador da mensagem de que as ações podem ser produtos acessíveis para a classe media brasileira”.

  A maioria, portanto – vale enfatizar, como destaca Haroldo Torres - , não domina os mecanismos do  investimento em ações. Mesmo quem afirma conhecê-los tem apenas uma noção ligeira disso: 15% deles acham que o investimento é feito pessoalmente na Bolsa. E muitos desses não investidores pouco sabem do papel das corretoras de valores: quando pretendem tratar de aplicações, falam com o gerente de seu banco.

  Dadas as mudanças que acontecem na sociedade brasileira, com o surgimento de uma nova classe média, é imenso o espaço a ocupar por iniciativas de massificação que pretendem transformar desejo (de investir) em realidade. O principal esforço a se feito neste momento parece ser o  de aumentar o entendimento especifico do público-alvo em relação ao produto.

Fonte: Revista da Nova Bolsa (Nº9/2011)

terça-feira, 3 de maio de 2011

Uma trégua na guerra dos sexos nas finanças

  Aos 36 anos, a administradora fiscal Cátia Barreto de Abreu não pensa em investir na bolsa de valores. Ela divide todos os seus investimentos entre cadernetas de poupança e fundos DI. Mãe de Felipe, 9 meses, ela se preocupa com o futuro e quer que seu dinheiro fique em aplicações seguras.

"Procuro segurança para o meu dinheiro no longo prazo"
Cátia Barreto de Abreu - administradora fiscal

  O palestrante carioca David Portes, 52 anos, é um investidor com perfil diametralmente oposto ao de Cátia. Por ter apetite ao risco, ele investiu muito na bolsa e perdeu R$ 200 mil na crise de 2008. “Corri para o DI”, diz ele. Bolsa nunca mais? Nada disso, ele jura já ter recuperado as perdas, não abandonou a renda variável.

  Qual dos dois tem a melhor estratégia? Cátia, que ganha menos de 1% ao mês, mas não sofre com a volatilidade, ou David Portes, que lida com as oscilações do mercado, mas tem a oportunidade de ganhar bem mais do que na renda fixa? Nenhum dos dois pode ser considerado desinformado. Ambos contam com orientação de especialistas no assunto, estão seguros de suas decisões e cientes das consequências.


  Os exemplos comprovam uma dicotomia que vem desde o tempo em que vivíamos em cavernas: as diferenças de comportamento econômico entre homens e mulheres. Eles eram criados para ir à caça, privilegiando a agressividade e o oportunismo. Elas ficavam encarregadas de cuidar das crias, com ênfase na proteção. Isso se reflete hoje nas decisões de investimentos.

  “Procuro segurança para o meu dinheiro e para o futuro”, diz Cátia. “Errei, mas não posso ficar com medo”, afirma Portes. Essa diferença de abordagem se reflete na BM&FBovespa. Os homens representam três de cada quatro investidores, ao passo que as mulheses são apenas 25% dos 566 mil CPFs cadastrados.

  Lentamente, porém, as fronteiras dos comportamentos masculino e feminino começam a  diluir. A psicóloga Vera Rita Ferreira, especialista em comportamento dos investidores, diz que a informação tornou as investidoras um pouco mais masculinas.

  “As mulheres mais jovens começam a tomar as decisões mais naturalmente”, afirma. É o caso da administradora de empresas Fernanda Haidar, 23 anos. Seguindo o exemplo do pai, ela começou a investir em ações de primeira linha aos 15 anos.
Portes perdeu R$ 200 mil na bolsa com a crise de 2008, mas não deixou de investir em ações

  Mais tarde, com o retorno que obteve de uma aplicação em um fundo de ações de empresas de pequeno porte, conhecidas como small caps, Fernanda começou a comprar e vender, pela internet, ações como MPX, Brasil Ecodiesel e Telemar Participações. “Não tenho medo de correr riscos, se não for um dinheiro que eu precise muito”, diz ela.

  O fato de pensarem mais no longo prazo também aumenta a aversão ao risco. No longo prazo, essa abordagem cautelosa permite que elas ganhem mais dinheiro. No entanto, o mercado financeiro é, cada vez mais, um ambiente para quem pensa e age com rapidez, sem demorar muito na análise de cada decisão.

  Nessa autêntica guerra dos sexos, elas podem aprender com eles e vice-versa. O homem pode aprender a ser mais prudente e a mulher a conhecer mais opções de investimentos. O ideal é unir a agressividade deles com a cautela delas.

  A junção do impulso masculino e da necessidade de segurança feminina pode resultar em uma carteira interessante para o casal. Mais de um pesquisador levou para casa um Prêmio Nobel de economia ao comprovar que os melhores resultados provêm das carteiras que mesclam um pouco de risco à renda fixa. Devemos procurar contrabalançar tudo na vida!

Por Juliana Schincariol
Fonte: Época (publicado em julho de 2010)


terça-feira, 12 de abril de 2011

Investimentos na Melhor Idade

  Depois de uma vida produtiva e de bastante trabalho, chegou a hora de aproveitar a melhor idade. Os idosos tem ganhado muito espaço no mercado de ações em comparação aos jovens. No entanto, fazer um bom planejamento financeiro, incluindo estratégias de investimentos, é essencial para que o patrimônio acumulado durante anos não vá pelos ares como num passe de mágica.

  Quando se trata de investimento, não existe aplicação melhor ou pior. Existe, sim, aquela que mais se encaixa aos seus objetivos e condições financeiras.

Myrian Atalla ao computador pelo qual realiza suas transações (Foto: Wagner Meier/Fotoarena)

  É importante lembrar que no mercado de renda variável, quanto mais jovem for, mais pode carregar seus investimentos, pois tem o tempo a seu favor. Por isso, pessoas mais experientes, que já estão na fase de aproveitar a merecida aposentadoria, devem buscar aplicações mais conservadoras, que lhe garantam um ganho menor, porém mais seguro.

  Outro ponto importante ao fazer seu planejamento financeiro: a liquidez. Trata-se da facilidade de determinado ativo (investimento) ser transformado rapidamente em dinheiro.

  Nesta fase da vida, recomenda-se manter investimentos de maior liquidez, pois é importante ter fácil acesso ao seu dinheiro caso precise dele numa eventualidade em família, um problema de saúde etc.
  "Particularmente, acho que investimentos em ações é uma forma de trabalhar o dinheiro de uma maneira diferente, diversificando as economias. Vivemos um bom tempo na época da inflação e eu nunca tinha pensado nisso antes”, conta Rosegleyde Rocha de 66 anos, que é a responsável por fazer as transações do marido e também fica à frente do clube de investimentos.

  "Mesmo com a queda de 2008, recuperamos o que perdemos a partir de 2009", diz. Com o dinheiro, o casal pensa em fazer uma viagem.
  Segundo especialistas em finanças pessoais, o percentual de alocação dos investimentos em renda variável pode seguir a seguinte divisão por faixa etária:


De 30 - 35 anos: até 50% em renda variável (perfil agressivo)

•De 36 a 54 anos: 30% em renda variável (perfil moderado)

•Acima dos 55 anos: 15% em renda variável (perfil conservador)


  Além disso, não se recomenda, nessa etapa da vida, contratar planos de capitalização ou previdência para resgatar daqui a vinte anos. Não esqueça que se durante a vida produtiva, de trabalho, o objetivo era poupar e investir para o futuro, hoje a preocupação é outra. O futuro já chegou e você merece aproveitá-lo ao máximo.

terça-feira, 5 de abril de 2011

No que investem os gaúchos??

  Além de ter perfil destemido na hora de aplicar seu dinheiro, o gaúcho põe em prática o ditado popular adotado pelo mundo das finanças de que não é recomendável colocar todos os ovos em uma só cesta, como forma de diluir os riscos. Na pesquisa da Expo Money, participantes do evento em Porto Alegre demonstraram ser os que mais diversificam as suas aplicações em produtos de renda fixa, variável e até imóveis.

  Entre as 12 cidades por onde o evento passou no ano passado, além de liderar a preferência por ações, o público gaúcho aparece em primeiro em aplicações por meio de clubes de investimento, fundo de ações e na opção fundos de renda fixa ou CDBs. Surge com o segundo maior percentual ainda em fundos hedge (mais especulativos e arriscados) e multimercados (com várias classes de ativos) e imóveis. Entre as sete possibilidades de escolha proposta pela organização, apenas na poupança os gaúchos estão longe das primeiras posições.

  A explicação para a diversidade de investimentos pode estar nas diferentes etnias que colonizaram o estado. A diversidade também teria originado uma matriz econômica plural, como agricultura, indústria, comércio e serviços fortes.

Vejamos o percentual da pesquisa realizada:

Poupança: Confirmando ter o investidor menos conservador, Porto Alegre teve ao lado de outras três cidades o menor percentual de pessoas que disseram ter dinheiro na mais tradicional das aplicações.

Fundo de ações: Ao lado do Rio, a Capital também lidera os investimentos em fundos de ações.



Ações: Os participantes do evento em porto Alegre são os que mais investem em ações na comparação com as 12 cidades pesquisadas.


As aplicações por gênero: Entre todas as cidades, porto Alegre foi a que teve a menor participação de mulheres.



  E o interesse dos gaúchos em investir na bolsa é crescente, o número de investidores em 2005 era de 9.635 hoje já está em torno do 45.000.

Fonte: BM&FBovespa / Zero Hora (Caderno “Dinheiro” em 06/03/2011)

terça-feira, 29 de março de 2011

Análise Fundamentalista X Análise Técnica

  Independente do qual o seu grau de envolvimento com o mercado financeiro, muitos são os momentos de nossas vidas em que precisamos fazer escolhas. Para algumas delas é necessário parar e analisar com calma o futuro e o caminho para o qual aquela decisão vai te levar a longo prazo, como uma mudança de emprego. Em outros, é muito mais importante você olhar para trás e analisar as coisas que aconteceram ao longo dos anos e o comportamento histórico, como por exemplo na hora de escolher seu voto nas eleições.

  No mercado financeiro isso não é diferente e, exatamente por isso, existem pessoas que defendem uma ou outra abordagem na hora de investir seu dinheiro. Por isso é muito importante conhecer as vantagens e desvantagens de cada uma das abordagens, antes de decidir qual das duas adotar.

  Análise Técnica: Também conhecida como Análise Gráfica, é uma ferramenta utilizada por investidores profissionais (conhecidos como traders)  para o estudo de ações individuais e do mercado de renda variável, com base na Oferta e Procura de ativos (ações). Baseia-se na idéia de que os preços dos ativos se movem de acordo com padrões repetitivos e identificáveis.

  A análise técnica registra em gráficos as atividades de preços e volumes, deduzem de sua história gráfica as prováveis tendências dos preços de ativos. Por meio de ferramentas estatísticas denominadas indicadores técnicos é possível identificar pontos de possíveis reversões nessas tendências estabelecidas, facultando os investidores a antecipar-se aos movimentos de mercado.

  A Análise Técnica foi fundamentada com a Teoria de Dow, que diz que os preços dos ativos refletem a reação do mercado em relação a todas as informações relevantes. Ou seja, o preço desconta tudo, tem tendência e os padrões se repetem.

  Suporte e resistência, são um dos conceitos fundamentais da análise técnica. Admitindo-se que o mercado tem memória e grava preços, resistências seriam preços considerados "caros" para determinada ação. Nos gráficos, eles são percebidos quando em um trajetória ascendente a ação encontra dificuldades em continuar seu caminho. Já os suportes, são preços considerados "baratos" para determinadas ações, estes são observadas nos gráficos quando em trajetória descendente, a ações encontram dificuldades em continuar a trajetória de queda.

  Análise Fundamentalista: Ela busca, basicamente, avaliar a saúde financeira das empresas, projetar seus resultados futuros e determinar o preço justo para as suas ações. Para isso, os analistas levam em consideração os chamados fundamentos da empresa, isto é, todos os fatores macro e microeconômicos que influenciam no seu desempenho. A partir de uma minuciosa análise de todos eles, é possível projetar os resultados da companhia no longo prazo, em geral num período de cinco a dez anos. "A análise fundamentalista é uma foto do momento da empresa, que permite aos analistas projetar o futuro", resume Samy Dana, professor de finanças da FGV-SP.

  Em contraposição à análise técnica, a análise fundamentalista não se baseia no estudo das cotações de bolsa. A análise fundamentalista interpreta dados fundamentais de uma empresa obtidos do balanço (análise contábil) e informações sobre a situação do mercado, o patrimônio da empresa etc. "Nós sabemos que as empresas não dependem só delas mesmas. Em um momento de crise, por exemplo, mesmo aquelas que tomam atitudes acertadas podem ter problemas", explica Samy Dana.

  Enfim, fica a pergunta: Qual a escola de análise é melhor? A resposta é: as duas. Quanto melhor for sua integração dos conceitos de ambas as análises, melhor será sua decisão de investimento, pois ela estará avaliando tanto o espectro de longo prazo e a capacidade da empresa de se desenvolver no seu mercado e também a tendência dos participantes para oferta e demanda daquele título que representa a ação no mercado de bolsa, podendo avaliar o melhor preço para comprá-lo e para vendê-lo.


Fonte: Wikipédia / Portal Exame / Capitalizar

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Investidoras abandonam o modelo conservador

  Na ultima edição da revista ISTO É DINHEIRO (edição 695) foi veiculada uma matéria bastante interessante sobre o perfil da mulher investidora. O titulo é “Elas estão bem mais ousadas”. A geral investimentos foi um das fontes consultadas: Apesar de estarem mais propensas a correr riscos, elas mantêm uma das principais vantagens em relação a eles: uma atuação sistemática na hora de tomar decisões. “Elas investem com critério, ao passo que os homens são guiados pelas promessas de rentabilidade no curto prazo”, diz Júlio Matos, executivo da corretora gaúcha Geral Investimentos responsável pela área de relacionamento com clientes.

  Confira a matéria na íntegra aqui no blog:

 
 Investidoras abandonam o modelo conservador e passam a arriscar na bolsa
 Por Jaqueline Mendes

  A participação das mulheres na bolsa de valores vem crescendo aceleradamente nos últimos anos. Entre 2002 e 2010, o número de investidoras no pregão multiplicou por dez, subindo de 15 mil para mais de 150 mil. 

  O conhecimento tornou-as mais ousadas. Longe do modelito bem-comportado de querer apenas proteger seu capital, elas agora saem à caça de ganhos. Para isso, elas encurtam os prazos, aprofundam os riscos e abusam da volatilidade. 

"Quem não está preparado para perder nunca vai ganhar muito"
Eliane Tokunaga, advogada e investidora

  “As mulheres querem ganhar tanto quanto os homens ao investir, e não se importam de arriscar mais para conseguir isso”, diz a consultora financeira carioca Sandra Blanco, autora de uma pesquisa sobre o tema. 

  Ao entrevistar mil mulheres que consultam o portal de investimentos Mulherinvest, ela descobriu que 68% delas compram ações. E também foi possível notar uma mudança de comportamento. “Elas estão mais dispostas a sofrer perdas e a escolher ações mais arriscadas”, diz Sandra. 
  Um bom exemplo é o da estilista e decoradora Danielle Joory. Empresária da moda desde 2009, ela sempre se interessou tanto pelas tendências da alta-costura quanto pelos movimentos das finanças. 

  A forte queda das ações com a crise de 2008 levou Danielle às compras. “A bolsa estava em baixa e achei que era um bom momento para começar a formar uma carteira”, diz ela, que vem dedicando parcelas cada vez maiores de seu patrimônio à renda variável e, nos últimos tempos, começou a comprar e a vender ativamente. “Eu investia em ações para mantê-las, mas agora compro e vendo cinco dias depois, no máximo.” Segundo ela, em dois anos sua carteira rendeu 80%.

  É bom negócio? Correr mais riscos permite ganhar mais, desde que a investidora saiba as melhores combinações para não cometer nenhuma gafe no pregão, diz José Alberto Netto Filho, professor de educação financeira da BM&FBovespa. 
Mônica Eyer: "Sou bem arrojada, invisto em ações e opções"

  “É essencial estudar bastante antes de começar.” Elas estão seguindo esse conselho à risca e vêm se dedicando aos estudos com o afã de quem busca o caimento perfeito. “As mulheres que frequentam os cursos da bolsa são mais interessadas e participantes do que os homens. Elas se preparam melhor antes de assumir riscos”, diz Netto.

  Esse foi o modelo seguido pela advogada Eliane Fujikawa Tokunaga, que deixou a profissão para viver apenas das ações. Motivada pelo marido, ela começou a se aventurar no mercado em 2006, estimulada pela febre de abertura de capital das empresas, os Initial Public Offerings (IPO). 

  Em 2008, depois de dois anos de estudo, ela percebeu que poderia ganhar mais se ousasse na produção. “Eu me inspirei na trajetória de profissionais bem-sucedidos no mercado, especialmente americanos”, diz. Eliane costuma seguir as tendências do mercado. 

  Se o movimento da bolsa é de alta, ela monta posições compradas, que dão lucro quando as ações sobem. Se a tendência é de queda, sua alternativa é apostar na baixa com operações de aluguel de ações e posições que combinam ações e opções. 

  “Eu alugo as ações, vendo quando acho que o mercado vai cair e compro mais barato para entregar ao dono dos papéis”, diz ela. Essa conjugação entre aluguel e venda é bem mais arriscada do que o modelo tradicional, mas ela não se incomoda com isso. 

  “Quem não está preparado para perder nunca vai ganhar muito dinheiro”, diz. Uma pesquisa realizada pela bolsa em agosto passado mostra que ela faz parte de um grupo de investidores que se caracteriza pela alta frequência das transações. Eles são minoria – cerca de 4% dos acionistas – e a participação das mulheres, que era praticamente nula há três anos, avançou para cerca de 16,6%.

  Apesar de estarem mais propensas a correr riscos, elas mantêm uma das principais vantagens em relação a eles: uma atuação sistemática na hora de tomar decisões. “Elas investem com critério, ao passo que os homens são guiados pelas promessas de rentabilidade no curto prazo”, diz Júlio Matos, executivo da corretora gaúcha Geral Investimentos responsável pela área de relacionamento com clientes. 

  “As mulheres são detalhistas e aprendem melhor com os erros.” É o caso da advogada carioca Mônica Eyer. Na década de 80, ela perdeu 
US$ 10 mil especulando com ações na bolsa do Rio. “Eu perdi dinheiro à beça e isso despertou em mim a vontade de estudar para investir e ganhar”, diz ela. 

  Em 2000, Mônica voltaria à bolsa por meio de um sossegado fundo de ações, depois passou aos papéis com a ajuda de uma corretora e há sete anos começou a cuidar sozinha de sua carteira, investindo tanto em ações quanto em opções. “Sou bem arrojada”, diz ela. “Aprendi a operar e hoje sei o que faço.”

  Os profissionais do mercado avaliam que esse movimento vai continuar e, em breve, não será possível distinguir eles e elas, pelo menos por seu comportamento no pregão. “A aplicação preferida das mulheres era a caderneta de poupança, mas agora elas não se intimidam mais com as ações”, diz Alexandra Almawi, economista da corretora Lerosa Investimentos. 

  Na Título, 30% das investidoras são consideradas arrojadas e esse percentual só tende a aumentar, afirma Mirian Macari, gerente da plataforma de negociação de ações pela internet. “O perfil da mulher como investidora vai se aproximar do perfil dela no mercado de trabalho, disputando espaço com os homens em pé de igualdade.”

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