terça-feira, 15 de novembro de 2011

Sem gafes

Certamente vocês, leitoras, já devem ter lido alguns textos falando sobre etiqueta nas mais variadas situações. No entanto, poucas vezes é mencionado o lado oposto: as temidas gafes. Em geral, elas acontecem pela falta de bom senso e adoção de uma postura ou atitude inadequada ao momento. Ao cometê-la, há apenas três alternativas: assumir, disfarçar ou remediar. Normalmente, a segunda e a terceira são as mais usadas, mas também são aquelas que mais geram gafes extras. A psicóloga e consultora de imagem Marjorie Vicente diz que o ideal é seguir o lema “gafe cometida, gafe assumida!”. 


Admitir que você deu uma “bola fora” é uma boa maneira de corrigir o erro, mas o melhor caminho é aprender a lição e evitar ocasiões em que possam ocorrer saias justas. Veja abaixo as dicas de Marjorie para não cometer gafes, especialmente em ambientes corporativos.

O primeiro encontro, seja ele profissional ou pessoal, é um terreno fértil para deslizes. Muitos tentam contar uma piada para “quebrar o gelo”, mas o engraçado para um, pode ser uma demonstração de mau gosto para outro. Fazer perguntas pessoais ou indiscretas também é um caminho bastante arriscado. Para diminuir a tensão no primeiro encontro, prefira temas mais genéricos, que não levantem grandes polêmicas.

“Deu branco”? É normal não lembrarmos dos nomes das pessoas que acabamos de conhecer. Neste caso, o melhor é ser sincero, pedir desculpas e perguntar novamente o nome da pessoa. Outra dica importante: no momento das apresentações, jamais se intitule doutor, professor, etc. (soa arrogante e até mesmo porque todos saberão sua titulação em um momento oportuno) e deixe sempre que o outro participante diga seu nome primeiro, especialmente num encontro com clientes.

Situações constrangedoras não estão presentes somente nos primeiros encontros, ao contrário, tendem a aumentar com a rotina, pois nos sentimos mais confortáveis nos ambientes em que circulamos. O dia a dia na empresa está repleto de possíveis (mas evitáveis) gafes. 



O campeão dos deslizes é o telefone celular tocando no meio da reunião, ou pior, atender uma chamada inoportuna e começar a debater questões não relevantes enquanto todos estão a sua volta. Em casos urgentes, como problemas de saúda na família, o ideal é explicar a situação ao grupo antes do início do encontro.

Outra gafe comum é a (falta de) pontualidade. A partir do momento em que se marca um horário com outra pessoa, deve-se levar em conta fatores adversos como distância e o trânsito. Se o atraso for inevitável, seja profissional: telefone explicando o motivo e dê uma nova previsão de chegada.

Almoços de negócios são ótimas ocasiões para criar uma boa imagem profissional. Aproveite essa oportunidade para reforçar seus pontos fortes, respeitando algumas regras básicas: qualquer encontro profissional deve ter um tempo adequado de duração. Também é importante saber o momento certo de colocar o assunto em pauta, sendo o ideal após a refeição. Outro detalhe importante: quem convida, paga a conta. Porém, evite pedir o prato mais caro em refeições corporativas.


A psicóloga lembra que essas dicas não devem ser usadas para a criação de um personagem temporário e sim, incorporadas ao seu caráter, fazendo da etiqueta parte do seu dia a dia. Ser honesto em seu marketing pessoal é o caminho para o sucesso!


Fonte: Revista Amanhã


sexta-feira, 11 de novembro de 2011

Empreendedora sem erro

O número de mulheres que já conquistaram a tão desejada independência financeira cresce a cada dia. Com isso, vem aumentando consideravelmente o número de investidoras e empreendedoras: no Brasil já nos equiparamos com os homens! Segundo o Global Entrepreneurship Monitor (GEM), em 2002, as mulheres à frente de negócios eram 42%, e hoje, representamos 49,3%.

Jane Wesman, proprietária de uma empresa de consultoria e presidente regional da Associação Nacional de Empresárias em Nova York, publicou um artigo na Fox Small Business Center, que aponta os sete erros mais comuns a empreendedoras e como evitar que as dificuldades, típicas do gênero feminino, atrapalhem os negócios.

#1 Plano já!

Em muitos casos, o negócio empreendido por mulheres começa ao acaso, quase que acidentalmente. “Elas escolhem algo que gostam de fazer, mas não pensam na estratégia”, afirma Jane. Seu conselho é fazer um plano contendo a descrição do produto ou serviço, público-alvo, custos fixos, custos no primeiro ano, responsabilidades de cada sócio e funcionários.

#2 Saiba tudo sobre o seu mercado

Entenda do seu negócio, do mercado e dos seus concorrentes. “Em encontros de negócios, pergunto o que elas fazem e não fica claro do que se trata”, diz Wesman. Segundo a autora, o ideal seria elaborar uma descrição clara do que a empresa faz, para ter algo a dizer.

#3 Equipe forte, empresa forte

Em muitos casos a "receita" do fracasso é a tendência feminina de querer controlar todos os aspectos do negócio. Para administrar bem (e com sucesso) a sua empresa, é importante ter uma equipe forte, formada por profissionais que tenham diferentes pontos fortes e expertises. “As mulheres acham que podem dar conta de tudo sozinhas e não pensam em montar um time ou arranjar recursos, como fazem os homens. Eles percebem a importância disso, mas estão acostumadas a ser multitarefas”, compara Wesman.

#4 Seja competitiva

Empresárias gostam de ter um bom relacionamento com clientes e consumidores, mas muitas vezes se decepcionam. “Quando uma venda não dá certo, elas levam para o lado pessoal em vez de avaliar o que se pode aprender da experiência. Ela se ressente porque acha que vender depende do quanto as pessoas gostam dela”, diz a consultora. Essa atitude reflete o desconforto feminino em relação à competitividade e a necessidade de que todos tenham uma imagem positiva dela. Para superar isso, basta perder o medo de ser competitiva.  

#5 Posicione-se
“As mulheres costumam depreciar sua importância no mercado de trabalho, e o mesmo acontece quando são empreendedoras”, diz Wesman. Esse pensamento reflete na hora de discutir preços, vender e entender o valor do produto do mercado.

#6 Não descuide do financeiro

É preciso encarar os devedores, administrar o fluxo de caixa, cobrar dívidas e controlar pagamentos. “Essas tarefas parecem pouco femininas, assim como discutir sobre dinheiro ou cobrá-lo”, afirma Jane, mas não tem jeito: esses assuntos são um ponto crítico para qualquer empresário e nunca devem ser deixados de lado.

#7 Negócios à parte

Pequenas empresas adotam a mentalidade de família, mas muitas gestoras aproximam-se demais dos seus colaboradores e os tratam como se fossem amigos ou parentes. Sempre que há um nível maior de intimidade, fica difícil tomar a melhor decisão para os interesses da empresa. “É preciso ter boas relações na empresa, mas não se envolver em demasia”, afirma a consultora.

terça-feira, 8 de novembro de 2011

Consumo: Crédito X Débito

Quando o assunto é consumo, os cartões de crédito aparecem como o grande vilão da história. Em contrapartida, segundo uma pesquisa realizada pela Visa Inc., o cartão de débito é um grande aliado para controlar gastos das pequenas despesas semanais, para mais de dois terços da população brasileira.

O estudo (feito no Brasil, México e Argentina) mostra que os brasileiros não sabem onde gastam cerca de US$ 23 semanais, quando a forma de pagamento é em espécie. Metade dos entrevistados afirmam que essas pequenas despesas em dinheiro são as mais difíceis de controlar: compra de lanches, jantares fora de casa, compras relacionadas com lazer e ítens não essenciais, chegam a representar 26% dos gastos no período de 7 dias.

Para controlar estas pequenas despesas, 72% dos brasileiros entrevistados preferem usar o cartão de débito no lugar do dinheiro vivo,  sempre que possível, pois acreditam que o pagamento realizado desta forma ajuda a manter o orçamento em dia. 

A Mastercard também realizou uma pesquisa (conduzido pela TNS InterScience) sobre o tema, revelando que as mulheres são as maiores utilizadoras do serviço de débito no país. As jovens entre 18 e 24 anos lideram este ranking, sendo responsáveis por 20% das operações realizadas nesta forma de pagamento.

Já a First Data Corporation divulgou um estudo sobre o perfil dos consumidores de cartões de crédito e, dentre algumas constatações, percebeu-se a falta de inovação e análise de produtos relacionados ao serviço de débito. Em empresas de países emergentes, que disponibilizam os dois tipos de operações, é nítido o maior investimento em ações de marketing, inovação e análise de produtos relacionados aos serviços de crédito. Essa característica de uso dos cartões na América Latina contrasta com as estratégias realizadas em países desenvolvidos, que tentam incentivar vendas pelo débito no próprio ponto de venda, enquanto no Brasil, as operadoras promovem apenas o uso do crédito. O serviço dos cartões de débito no país está associado em 90% com saques em caixa eletrônico.

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

Educação Financeira vem de casa!

Cada vez mais cedo, as crianças são expostas a informações e anúncios que incitam o “extinto consumidor” antes mesmo que elas possam entender o real valor do dinheiro. Frente a isso, temas ligados a finanças pessoais são inseridos antecipadamente na vida dos pequenos, justamente para tentar mostrar o valor de cada moeda. O assunto já se tornou disciplina obrigatória em várias escolas, mas cabe também aos pais reforçar e demonstrar de que forma os ensinamentos da professora podem ser aplicados na rotina da família.

Baseado no livro “O Menino do Dinheiro” de Reinaldo Domingos, separamos 10 dicas para fazer valer à máxima “educação financeira vem de casa”.

1) Qual é o momento certo para começar a falar sobre dinheiro? Quando a criança começa a ter desejos próprios, em geral aos dois anos de idade. Nesta época, já é possível mostrar o processo da troca da espécie por produtos.

2) Deixe para dar grandes presentes somente em datas especiais, para que a criança faça escolhas entre os brinquedos desejados e entenda que não pode ter tudo na hora que quiser.

3) Como já falamos aqui, o cofrinho, apesar de parecer “fora de moda” é uma excelente maneira de ensinar os princípios da economia para as crianças.

4) Saiba qual o brinquedo que seu filho deseja e acompanhe o processo de conquista do mesmo. Demonstre quanto ele terá que guardar para obtê-lo, acompanhe-o na hora da compra e torne especial este momento! Mostre como valeu à pena toda a economia que ele fez.

5) Estimule brincadeiras que levem as crianças a pensar sobre o valor do dinheiro e a importância de poupar.

6) De onde vem o dinheiro? Leve a criança ao seu escritório para exemplificar a relação entre trabalho e dinheiro.

7) Seus filhos podem (e devem) participar do planejamento de gastos da família. Faça com que eles entendam e opinem na hora das decisões, seja para um gasto maior, como a troca de carro, ou até menor, como a lista de compras do mercado.

8) Mostre para as crianças que nem tudo que a publicidade vende é necessário, e que nem toda a informação é real.

9) Quando você perceber que já existe um entendimento do seu filho sobre o valor do dinheiro, comece a dar a tão esperada mesada, para que ele aprenda, desde pequeno, a administrar suas compras, desejos e gastos.

10) Ao começar a dar mesada, abra também uma poupança ou invista em um fundo de investimentos de baixo risco, para onde a criança direcionará parte do seu dinheiro.

Com pequenas atitudes você pode garantir um futuro melhor para seu filho melhor, ensinando desde sempre, que economizar vale à pena!

Fonte: Dinherama

terça-feira, 1 de novembro de 2011

Sócio do patrão

O termo stock options, ainda pouco difundido no Brasil, é um tipo de benefício que grandes empresas oferecem aos seus funcionários, concedendo a eles o direito de comprar ou ganhar ações da companhia a preços abaixo do mercado, e de vendê-las quando houver um lucro.

Esse sistema tem sido bastante utilizado pelo setor de Recursos Humanos para manter e satisfazer bons colaboradores. "Queremos assegurar que as pessoas com alto potencial e habilidades vitais para a empresa, continuem conosco", diz o diretor de RH, Fernando Lima. O benefício, antes concedido apenas para altos executivos, obteve resultados tão positivos que se expandiu rapidamente para outros níveis hierárquicos.  "A companhia que não adotar estratégias de retenção dos funcionários terá sérias dificuldades para manter seus talentos daqui em diante", prevê o consultor Álvaro Taiar, sócio-diretor da PricewaterhouseCoopers.

O programa de stock options funciona de maneira simples, para que qualquer colaborador, que tenha direito ao benefício, possa participar. Na maioria dos casos, o empregado ganha de sua empresa um número de ações, disponibilizados pela matriz. O funcionário que continuar no emprego pelo tempo determinado pela companhia (em geral, três anos), ganha a variação durante o período que o lote esteve em bolsa. Passado o período mínimo, há a opção de manter o investimento ou vender os ativos.

Aos que entram no pacote de stock option, só há vantagens: neste caso mencionado acima, o empregado, sem colocar a mão no bolso, tem a chance de ganhar uma bolada com a variação das ações. Não há chances de perder dinheiro e tudo se resume a uma única regra, se a empresa vai bem, funcionário tem “lucro”, se a empresa vai mal, ele apenas deixa de ganhar. O único porém, é em relação a saída da empresa: se o beneficiário deixar o emprego antes do tempo mínimo estabelecido, ele perde o direito sobre seus ativos.

A tendência nascida em corporações americanas vem se espalhando rapidamente pelo mundo por se revelar um grande negócio para ambos os lados. Os colaboradores tornam-se sócios da empresa e, por interesse próprios, se esforçam ao máximo para que o balanço seja lucrativo. "Vários estudos mostram que, quanto maior o porcentual de ações nas mãos dos funcionários, melhor é o desempenho da empresa", explica o gerente de serviços de informação do Hay Group, Vicente Gomes.
 
Rosa Abad, colaboradora da Merck Sharp & Dohme, ganhou stock options da sua empresa e viu seu lote engordar tanto, que conseguiu comprar 75% do seu apartamento atual, em um valorizado bairro de São Paulo. "A empresa exige muito dos funcionários, mas também oferece a contrapartida", diz Rosa, satisfeita.

Se sua empresa é de menor porte, ou simplesmente não possui este benefício, uma opção seria investir parte do valor que você colocaria na poupança (com horizonte de longo prazo), em uma companhia em que você acredite. A vantagem, é que ao contrário do stock options, não há tempo mínimo de permanência e nem perda de ativos. O que comprou será seu, até o momento em que você decida que é a hora certa de vender! A BM&FBOVESPA disponibiliza através do site “Quer ser sócio? todas as informações necessárias para você iniciar sua empreitada na bolsa de valores.

Fonte: Veja 

sexta-feira, 28 de outubro de 2011

Investindo como mulher

A "hipereconomista" brasileira Marcelle Chauvet, chefe do Departamento de Estudo Latino-Americanos da Universidade da Califórnia, é figura frequente no blog Só Para Mulheres. Falamos sobre sua carreira aqui e mais recentemente, a macroeconomista nos concedeu uma entrevista especial. O post de hoje também tem a participação da Marcelle: a matéria foi embasada em um texto da CNBC, sugerido por Marcelle. Vale a leitura!

Quando Nancy Havens-Hasty (atual gestora do fundo de arbitragem em fusões, com o terceiro melhor desempenho, de acordo com o Hedge Fund Journal) começou a trabalhar em Wall Street, no início da década de 70, ela logo percebeu as diferenças na maneira de trabalhar entre ambos os sexos. “Havia homens tão irritados que batiam com o telefone na mesa ou quebravam seus dedos. Nunca entendi por que agir desta forma seria melhor do que se debulhar em lágrimas”, diz a primeira mulher a fazer parte do quadro de diretores do Bear Stearns.

Uma recente pesquisa diz que os homens são mais emocionais do que o sexo oposto, mas de uma maneira negativa, que pode até mesmo prejudicar o seu sucesso como investidores. Já as mulheres, geralmente são melhores como gestoras de finanças, mesmo em meio às maiores crises de mercado.

Em 2001, um estudo feito pela Universidade da Califórnia, analisou os investimentos em ações de 35 mil famílias e constatou que os homens negociam 45% a mais do que as mulheres, acumulando maiores custos de transações e acarretando em um retorno de 1,4% menor. Os números ficam ainda mais gritantes quando se referem aos solteiros: investidores negociam 67% a mais e tem menos 2,3% de retorno. Outra pesquisa, conduzida pelo Hedge Fund Reaserch entre 2000 e 2009, mostrou que fundos gerenciados por mulheres têm rentabilidade quase 4% superior do que os geridos por homens.

Os hormônios são os grandes culpados por todas essas diferenças de resultados e comportamentos. No caso dos homens, é a testosterona que está diretamente relacionada à confiança. Seu excesso pode causar julgamentos equivocados, levando investidores a seguirem sua intuição ou acreditarem em “rumores” do mercado. Já as mulheres, graças a sua aversão a riscos, são mais analíticas e recorrem muito mais a pesquisas. Essa característica feminina também é atribuída a Warren Buffet. “Se você o observar trabalhando todos os dias, vai perceber que ele passa o dia lendo, só consumindo informações. Buffet tende a correr menos riscos, pensando a longo prazo e não se deixa influenciar por pressão,” diz LouAnn Loftus, autor do livro “Warren Buffet invests like a girl: and why you should, too” (em tradução livre, “Warren Buffet investe com uma menina: porque você também deveria fazer o mesmo”), ainda sem previsão de lançamento no Brasil.
 
Se o homem tem seu perfil influenciado pela testosterona, a estabilidade emocional feminina na hora de investir está diretamente relacionada com à oxitocina. Este hormônio é mais abundante no cérebro das mulheres e poderia explicar o sucesso feminino no ápice da crise de 2008 e 2009: investidoras obtiveram melhores resultados do que o sexo oposto. Segundo o estudo Vanguard, os homens foram mais suscetíveis a vender seus ativos quando a Bolsa estava em baixa, enquanto as mulheres mantiveram suas posições com pulso firme.

Agradecemos imensamente a colaboração da Marcelle Chauvet, pela indicação deste tema para o blog!

E se você também tiver sugestões de assuntos e outras novidades, envie para comunicacao@geralinvestimentos.com.br



Clique aqui para acessar a versão original da matéria (em inglês).

terça-feira, 25 de outubro de 2011

O que a redução da taxa Selic muda na sua vida?

Durante a última semana, muito provavelmente você deve lido ou ao menos escutado alguma notícia sobre a redução da taxa Selic. Mas afinal, o que é Selic? O que a diminuição desta taxa vai influenciar na vida do consumidor e nos seus investimentos?

Conforme consta no site Wikipédia, a taxa Selic (Sistema Especial de Liquidação e de Custódia) é um índice pelo qual as taxas de juros cobradas pelo mercado se balizam no Brasil, sendo assim a taxa básica de referência pela política monetária. Também é conhecida como taxa média do overnight, que regula diariamente as operações interbancárias. Ou seja, a Selic é utilizada para operações de curtíssimo prazo entre os bancos, que, quando querem tomar recursos emprestados de outros bancos por um dia, oferecem títulos públicos como garantia, visando reduzir o risco, e, consequentemente, a remuneração da transação (juros). A meta para a taxa SELIC é estabelecida pelo Comitê de Política Monetária (Copom) e é expressa na forma anual para 252 dias úteis.

Agora que você já sabe o significado desse termo tão comentado, vamos à parte prática: o que isso muda no dia a dia dos brasileiros? Visando o crescimento da economia nacional em 2012, o Banco Central baixou a taxa básica de juros de 12 para 11,5% ao ano. Com isso, em setembro, segundo a Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade, a média dos juros às famílias era de 117,5% ao ano. Se o mercado financeiro estiver correto e houver repasse, o percentual cairia para 117% ao ano, resultando em um baixo impacto no crédito ao consumidor e que será sentido entre 20 e 40 dias. Mas, segundo o professor da Faculdade de Economia da Fundação Alvares Penteado, Otto Nogami, “o efeito das alterações realizadas na Selic, aqui no país demoram entre seis e oito meses para impactar a inflação”.

Na prática, uma geladeira de R$ 1.000, em 18 parcelas sem entrada, com o antigo valor de juros médios de 117,5% ao ano, teria custo total de R$ 1.749,59, com parcelas de R$ 97,20. Aplicada a redução da Selic, a geladeira sairia por R$ 1.747,04, diferença de apenas R$ 2,56, conforme pontuado pelo Diário do Grande ABC. Para quem tem empréstimo pessoal em bancos, os juros mensais serão reduzidos de 4,47% para 4,43%, já taxa dos financiamentos de veículos, que é a mais baixa do mercado, passam de 4,47% para 4,43% ao mês, enquanto, os juros do cartão de crédito, considerados o mais abusivos do mercado caem de 10,69% ao mês para 10,65% ao mês.

E os investimentos, como ficam? Quem tem o seu dinheiro aplicado em Renda Fixa ou Títulos do Tesouro, atrelados à taxa básica, serão os primeiros a perceber uma variação. "E quem tiver aplicado em um fundo DI pós-fixado, por exemplo, com taxa de administração de 2% ao ano, para resgate em um ano, vai perder em relação à poupança (que rende cerca de 6% ao ano)", destaca o pesquisador do Instituto Assaf, Fabiano Guasti Lima. Uma boa alternativa passa ser a busca por outras opções de investimentos, como a renda variável.

Fonte: Jornal Folha de São Paulo, Exame, Diáriodo Grande ABC e Wikipédia

sexta-feira, 21 de outubro de 2011

Segredo é o caminho do sucesso

Muitas pessoas ainda acreditam que a melhor maneira de tornar os sonhos realidade é compartilhar os planos com amigos e familiares, contando todos as metas e acontecimentos. A lógica, neste caso, é simples: ao dividirmos nossas aspirações, nos esforçamos ainda mais para alcançarmos nossos objetivos. Mas será que isso realmente funciona? Esse modo de pensar pode até fazer sentido, afinal ninguém faz questão de assumir uma imagem de fracassado. No entanto, segundo uma pesquisa desenvolvida na Universidade de Nova York, o ideal seria que fizéssemos exatamente o contrário!

Pesquisadores descobriram que, ao falar sobre a vida pessoal, é gerada uma sensação de falsa realização, tornando menos provável que você corra atrás dos objetivos. Para ficar mais fácil de entender, pense num exemplo prático: você encontra uma amiga e comenta que vai iniciar uma rotina de treinos na academia, e ela lhe elogia pela iniciativa. Já satisfeita com o comentário, naturalmente você perde um pouco da motivação para acordar cedo e ir treinar, porque você já colheu os benefícios de ser reconhecida como frequentadora da academia.

Com tanta facilidade e diversas opções de canais de comunicação, fica cada vez mais difícil "ficar quieta", especialmente quando temos que manter a descrição até mesmo com o namorado ou com a melhor amiga. A Dra. Kathleen McCulloch, participante dos estudos e professora de Psicologia da Universidade Estadual de Idaho, nos Estados Unidos, explica: "não contar a ninguém é uma garantia a mais de que vai perseguir aquele objetivo por si mesma".
Outro alerta vem da consultora americana em Psicologia, Susan Wilson: "o que impede um monte de gente de realizar seus sonhos são os outros". No fundo, até as pessoas que mais nos amam podem inconscientemente nos afastar das nossas metas. Ao comentar que pretende fazer um curso nos finais de semana, seu namorado pode, mesmo sem querer, desviá-la da linha de chegada, já que gosta de passar esse tempo do seu lado".

O estudo ainda aponta outros dois motivos para manter seu sonho em segredo quase que absoluto: a vontade de poder finalmente compartilhar sua conquista faz com que você se esforce ainda mais para alcançar certo objetivo. E mais, fazer algo exclusivamente por si mesma é um jeito de exercitar sua individualidade e colocar-se em primeiro lugar. “As mulheres tendem a ultrapassar seus limites em privilégio dos outros. Então, se podem ter algo só delas, vão se sentir realmente especiais", diz a psicóloga Lucy Jo Palladino, autora de Acerte o Foco - Estratégias Inteligentes (Prumo).

Ainda não se convenceu de que manter segredo pode ser vantajoso? Então, imagine que a compra do apartamento dos seus sonhos está se concretizando. Até assinar o contrato, há muito que checar e resolver, em um processo que pode demorar semanas. É difícil manter o sangue-frio nesses dias, então por que contar para os amigos enquanto ainda não há motivos concretos para comemorar? Eles possivelmente não poderão lhe ajudar e, caso o negócio não der certo, alem da sua frustração, ainda terá que dar explicações para todos.

Mas, se você achar que não vai conseguir manter-se em silêncio por muito tempo, ao menos tenha certeza de que vai compartilhar seus objetivos com a pessoa certa. "Escolha alguém em quem você confie, que nunca competiu com você e que tenha sido bem-sucedida ao correr atrás dos próprios objetivos", aconselha Lucy Jo.

Não encontrou alguém de confiança? Respire fundo e guarde suas metas para si. Com certeza, o resultado valerá à pena.

Fonte: Nova

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